3 de setembro de 2010

É possível criar cachorro grande em espaço pequeno?


Pergunta: Agora que tenho meu próprio apartamento, quero muito ter um cachorro grande, mas as pessoas me dizem que o apartamento não é grande o bastante. O que posso fazer?
Resposta: Não se limite a raças pequenas, mas assegure-se de que seu cachorro faça bastante exercício ao ar livre. Certas raças são escolhidas pelos humanos por serem mais compatíveis com espaços pequenos, e nem sempre são cachorros pequenos. Membros individuais de raças maiores, como alguns hounds, mastins e até dogues alemães, são conhecidos por viverem alegremente em espaços pequenos se obtêm bastante exercício ao ar livre, enquanto um pequeno e elétrico terrier pode destruir até mesmo um apartamento grande numa perseguição imaginária da presa que ele foi criado para caçar.
O genoma do cachorro parece ser quase infinitamente maleável, com cerca de 400 raças distintas. Desde que os cachorros foram domesticados pela primeira vez, há aproximadamente 14 mil anos, os humanos os têm criado seletivamente em busca de traços desejados de aparência e comportamento, com o resultado de que os cachorros de uma raça controlada são muito mais semelhantes do que irmãos humanos.

O cão pode até viver num espaço pequeno, desde que faça bastante exercício ao ar livre. Foto: Getty Images
Recentemente, cientistas identificaram o fator do genoma canino que parece ter gerado o tamanho reduzido em cachorros, uma variante do gene chamado IGF1 - oriundo do Oriente Médio. A pesquisa foi relatada em fevereiro pelo jornal BMC Biology. Comentários especularam que a escolha por criar cachorros menores pode ter se relacionado com as condições apertadas das cidades que surgiam.
Porém, especialistas em comportamento de cachorros enfatizam que muitas raças são adaptáveis a espaços limitados de criação, e advertem que o cachorro individual, seu histórico, seu treinamento e suas oportunidades recreativas determinarão o quão adaptável ele será a um apartamento pequeno.

14 de agosto de 2010

Cachorros também podem ter hipertensão arterial

Uma pesquisa recente do Ministério da Saúde descobriu que cerca de 25% da população sofre de hipertensão arterial. Mas o problema não é exclusividade dos humanos. Seu animal de estimação também pode manifestar a doença.
“Na medicina veterinária, a hipertensão ainda não é valorizada. Apenas nos últimos 15 anos tem-se dado importância ao problema em animais de estimação”, explica o médico veterinário André Luis de Souza Teixeira, da clínica Vetypiranga. Como a doença não apresenta sintomas, poucas queixas são relatadas pelos donos dos animais afetados.
Foto: Extra Online/ Reprodução
“O dono pode notar alguma alteração no comportamento do animal, sem uma razão visível, que pode ser causada por dores na região da cabeça, por exemplo. Observe se o animal tem tontura, falta de ar, cansaço com os exercícios, diminuição da visão ou sangramento nasal”, diz a veterinária.
Caso o tutor perceba essas alterações, é preciso investigar se a alimentação do animal está balanceada (a obesidade pode ser um dos motivos da hipertensão), se há convívio em ambientes de fumantes ou estresse.
Mas, se seu companheiro é hipertenso, nada de pânico. “Existem vários medicamentos anti-hipertensivos disponíveis. Portanto, quanto mais cedo for tratada a hipertensão, menor será a possibilidade de lesão nos órgãos”, garante Teixeira.
Fonte: Extra Online

24 de julho de 2010

Comércio de Vidas

Sete pessoas são presas por tráfico de cães na Espanha

Sete pessoas foram presas por pertencerem a uma quadrilha de traficantes que importava cães da Eslováquia. Este é o resultado da Operação Noa, que identificou o envolvimento de dois estabelecimentos, de Lomoviejo (em Valladolid) e Arévalo (em Ávila), e vários membros do Conselho de Administração da Associação de Criadores Canina da Espanha. O grupo chegou a emitir 3.150 passaportes para os animais no ano passado, e 1.300 nos primeiros cinco meses de 2010.

Conforme divulgado pela organização espanhola em defesa dos animais, AnimaNaturalis, segundo informações da Direção Geral da Polícia e da Guarda Civil, as investigações começaram após a denúncia de uma organização de proteção dos animais de Ávila, que alertou que várias pessoas entraram em contato com a organização após a morte de filhotes recém-adquiridos em dois estabelecimentos de Ávila e Valladolid, após contrair a doença parvovirose.
Após o primeiro inquérito, apurou-se que um grupo de pessoas que aparentemente agiam da mesma forma, e cujo objetivo era o lucro financeiro, com uma média de cerca de 400 filhotes por mês importados de fazendas de filhotes da Eslováquia, sem as mínimas condições de higiene e cuidados veterinários.
As sete pessoas detidas pela Operação Noa são acusadas de crimes de fraude continuada, falsificação de documentos e conspiração para importar e vender os filhotes como se tivessem sido criados em Espanha, alterando a idade e outros aspectos legais. Além disso, cerca de 200 filhotes foram apreendidos, importados e prontos para venda.Uma coisa é clara: não há comércio de animais sem a participação das pessoas. Se você deseja cuidar de um animal, adote, não compre. Animais não são objetos descartáveis, e não devem ser vendidos ou comprados como commodities. Graças ao interesse econômico, os animais deixam de ter o seu valor enquanto seres vivos e são abandonados e maltratados.Os abrigos estão repletos de cães e gatos à espera de uma segunda oportunidade. Enquanto milhares de animais são sacrificados em abrigos, outros são submetidos a condições degradantes de maus-tratos e sofrimento, explorados em verdadeiras ‘fábricas’ de filhotes.A adoção é a única maneira de evitar que mais animais sofram nas mãos de seres humanos.

 
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